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Manicure morre por suspeita de H1N1 em Campo Grande: ‘Foi só piorando até que não conseguia nem mais andar’

Sesau diz que houve a tentativa de reanimar a vítima após 2 paradas cardiorrespiratórias. Boletim epidemiológico contabiliza 22 registros de H1N1 este ano em Campo Grande.

A manicure Julia Nantes de Oliveira, de 40 anos, morreu após duas paradas cardiorrespiratórias e a suspeita é que ela estava com a gripe H1N1. Entre internação e consultas, ela ficou cerca de uma semana internada em postos de saúde e hospitais de Campo Grande. A confirmação do óbito ocorreu por volta das 19 (de MS), dessa segunda-feira (17), conforme a mãe da vítima, a aposentada Eleonora Sorrilha Nantes, de 72 anos.

Neste período, a mãe conta que a filha começou a reclamar de falta de ar. “Era só nos duas em casa e eu fiquei peregrinando com ela em posto de saúde, dava a medicação e liberava. Até que eu pedi pelo amor de Deus para fazerem a internação. Minha filha foi só piorando até que não conseguia nem mais andar e eu não tinha mais forças para carregar. Antes me chamava e depois, ela piorou, foi sedada, entubada e penso que, a partir daí, não sentia mais dor”, comentou a aposentada.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), a causa da morte está em investigação. No dia 13, foi iniciado o tratamento com tamiflu devido a suspeita da síndrome gripal. Na manhã do dia 17, a paciente foi transferida do Centro Regional de Saúde (CRS) Aero Rancho para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica, onde permaneceu em acompanhamento intensivo.

A Unidade de Resposta Rápida (URR) foi acionada e coletado material biológico às 10h (de MS) para exame a fim de identificar se o quadro se tratava de síndrome gripal. No final da tarde, a paciente apresentou parada cardio respiratória e foi realizada a reanimação durante 30 minutos, sendo constatado o óbito às 19h.

A autorização para transferência para unidade hospitalar foi autorizada também no final da tarda via vaga zero, mas, devido ao estado grave de saúde da paciente que impedia a estabilização para remoção, não foi possível transferi-la naquele momento. Sendo assim, todos os protocolos clínicos foram corretamente adotados, desde o início do tratamento a partir da suspeita, bem como os procedimentos para estabilização e reanimação.

Fonte: G1 MS

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